quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O reformador das polícias

Há tragédias inevitáveis e evitáveis. O que aconteceu recentemente na novela Eloá, não serviu apenas pra nos mostrar como somos capazes de loucuras quando movidos por certas emoções, mas também o quanto é fraca e despreparada a polícia brasileira. Foram tantos os erros, que fica difícil de enumerar, mas acredito que o principal erro de todos foi o de conceito. Mas não se enganem. O problema é estrutural e bem mais profundo do que se imagina. O que temos é uma polícia destroçada, que faz greve e que atira na própria polícia, quanto mais no cidadão inocente. Lamentável ver cenas de imposição de poder por policiais em abordagens de rua, de forma totalmente inexplicada. O desrespeito e até a corruptibilidade de muitos. Mas uma coisa é certa: depois de Lindenberg a polícia brasileira jamais será a mesma.
Pudemos acompanhar como um jovem de apenas 22 anos, sem experiência na vida do crime, pôde manipular o GATE (entenda-se polícia especial) durante um surto por uma decepção amorosa. Isso mesmo, a manipulação se deu durante um estado emocional alterado. Imagine-se um criminoso profissional e de cabeça fria o que não poderia aprontar.
Subestimaram um menino com uma arma na mão. Arrancaram-lhe uma refém - parabéns - devolveram-lhe a refém. - ?????? - . Cadê a inteligência da polícia? Talvez tenha sido uma manobra tão inteligente que eu não alcancei o raciocínio.... até hoje.
Demorou-se tanto em tomar uma providência (100 horas), entre as possíveis a utilização de um atirador, ou sedativos na comida, que quando foi tomada foi de maneira desordenada, desplanejada, inoportuna, lenta (cansei), através de uma decisão que não veio do comando principal, e sem um motivo aparente que justificasse. Tiro? Houve um tiro antes? Tinha que se arrumar uma explicação para o erro. O triste desfecho. O resultado frustrante de uma semana de vigília e negociações.
E pergunto quantos casos a mídia não acompanha com tanta proximidade, em que não sobram vítimas e só sobra a versão da polícia?
Lindenberg não apenas deu aos meios de mídia o que fazer, além de falar da crise financeira mundial, que aliás ficou pequenininha durante uma semana, como acionou o "start" para que a sociedade comece a questionar o reflexo do (des)preparo das nossas polícias no modelo de segurança que aí está. E quem sobrou nessa situação? Quem pagou o preço maior? Uma menina inocente de 15 anos, como outros vários pobres infelizes continuam pagando.
Muitas destas tragédias parecem inevitáveis, pois parecem pertencer a uma ordem maior do que podemos alcançar. O interesse de alguns não convergem com o objetivo de "servir e proteger". Tragédias que viram apenas números, mais uma placa de aluga-se na vizinhança, mais uma cadeira vazia na escola do bairro. Até chegar até nós. Aí deixam de ser simples estatísticas ou cenas de mais um reality show da mídia brasileira.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

FRASES DE PETER DRUCKER ( Compilado por Ernesto Berg)


O austríaco Peter Drucker (naturalizado norte-americano) foi o maior guru de administração do século XX. Nasceu em 1909 e faleceu em 2005. Foi autor de mais de vinte livros, e como consultor e professor da New York University, teve influência decisiva nos destinos da administração mundial, através de idéias modernas, arrojadas e sempre inovadoras. Eis uma pequena relação de suas idéias e afirmações que eu selecionei para o público leitor deste site. -Aqui estou eu com 58 anos de idade, e não sei o que vou fazer quando crescer.Frase pronunciada em 1967, querendo aludir que o aprendizado para ele jamais cessa, não importa a idade.-Nenhuma empresa é melhor do que o seu administrador permite.-Resultados e recursos existem fora da empresa, não dentro dela.Aqui o autor quis aludir que os recursos fora da empresa são os clientes, os fornecedores, as tendências de mercado, os concorrentes, a comunidade em geral.-Os resultados provêm do aproveitamento das oportunidades e não da solução dos problemas. A solução de problemas só restaura a normalidade. As oportunidades significam explorar novos caminhos.-Para atingir resultados econômicos, concentre-se em poucas áreas – as oportunidades decisivas – evitando o desperdício de energia e de recursos-Uma organização que visa o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa. Essa finalidade é: CRIAR UM CLIENTE-Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: isto é óbvio. Por que não pensei nisso antes?-O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.“Pode ser dito sem grande supersimplificação, que não há países subdesenvolvidos. Há apenas os subadministrados. (esta é uma de suas mais famosas frases)-Existe o risco que você não pode jamais correr, e existe o risco que você não pode deixar de correr.-De que adianta investir uma fortuna para trazer para o centro da cidade corpos pesando 80 quilos, se o que vocês querem são os cérebros deles, que pesam 3,8 quilos?“Conquistar clientes “jogando os preços lá embaixo”, tem um efeito bumerangue: a própria empresa acabará sendo a vítima.-A pesquisa de mercado só deve ser usada para pesquisar o que já está no mercado, não para o que se pretende lançar ou na busca de possíveis novos produtos. O cliente é conservador e só sabe opinar sobre o que já existe.-Não é a empresa que define o mercado. É o cliente.”-A inovação sempre significa um risco. Mas ir ao supermercado de carro para comprar pão também é arriscado. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar – isto é, preservar o passado – é muito mais arriscado do que construir o futuro.“A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo. (esta é outra de suas mais famosas frases)-As pessoas que não correm riscos geralmente cometem uns dois grandes erros por ano. As pessoas que correm riscos geralmente cometem uns dois grandes erros por ano.-Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam de ineficácia na comunicação-O conhecimento não está vinculado a país algum. É transnacional, é portátil. Pode ser criado em qualquer lugar, de forma rápida e barata. Ele é, por definição, mutável.-O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho.-Decisões empresariais sempre comprometem os recursos do presente com as incertezas do futuro.-Não se limite a se preparar para o amanhã. Procure também descartar-se daquilo que já não faz mais sentido, que não é produtivo, que não contribui para os objetivos.-A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.Peter Drucker.Site oficial de Peter Drucker www.peter-drucker.comErnesto Berg.ernestoberg@yahoo.com.br www.quebrandobarreiras.com.br

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sobre crises, cartilhas e línguas...

Enquanto eu pensava em voltar a escrever neste espaço, o dólar subia e o bahia tomava uma goleada histórica, Bush pensa em como melhor utilizar o pacote de US$ 700 bi finalmente aprovados pelo governo americano. Aliás essa demora foi pura demagogia.
Mas essa crise americana, "eu vou te dizer", foi pura incompetência. Agora "eles" têm que ficar aturando o metalúrgico contando vantagem. Como ele diz: "Deram tanto pitaco na economia brasileira e hoje eles é que quebraram"... e eu só posso rir.... até certo ponto.
A crise no mercado imobiliário americano é como um câncer na economia mundial. E afeta a mim e a você... é.... você mesmo.... mais do que imaginamos. Mas o metalúrgico tá certo. Poderíamos estar pior. Papéis valiosíssimos há pouco, hoje não valem um tostão. Grandes bancos tradicionais americanos anunciaram quebra, foram absorvidos ou simplesmente deixaram de existir. Quanta quebradeira. E os investidores?? Quem perceu tudo está aos prantos, quem perdeu um pouco está temeroso. Qualquer suspiro diferente é motivo pra "chilique". Governos anteriores teriam sofrido realmente muito mais com esta crise. O que ocorre é que diversificamos os nossos negócios internacionais. Ufa... ave Lula.
E com o boom da construção civil no Brasil, muitos especulam os mesmos riscos americanos.... bobagem.... O financiamento imobiliário amerciano representa hoje mais de 70% do seu PIB, e têm muitos vínculos com a bolsa de valores, criando uma "arapuca armada". Já no Brasil esse produto não significa mais do que 5% do nosso PIB, não mais do que 80% do imóvel é financiado, o que reduz os riscos.
Mas o nosso crescimento econômico??? O nosso status de país com nível de investimento??? É... não se pode negar. Imossível manter o ritmo anterior. Com a economia mundial andando de marcha ré, será preciso muita cautela. Não se pode vacilar agora. Economistas prevêem ligeira contração econômica, com redução de oferta de emprego e de crédito. Talvez por isso, por economia, tenham retirado acentos e hífens da lingua portuguesa oficial. E por isso também que o Bahia perdeu para o ABC... Culpa de Bush.

Diálogo transitório

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